Arquivo da categoria: Política

Acorda, Brasil! Que eu vou dormir!

Acorda, Brasil! Que eu vou dormir!

Hoje decidiremos o futuro de nossa cidade. Cumpriremos nosso dever como cidadãos exercendo nosso direito ao voto. Trata-se de uma decisão de suma importância, portanto séria. Para tal feito, resolvi coletar algumas informações a fim de ajudá-los a refletir acerca da importância do sufrágio universal, bem como expor diversas considerações acerca das Eleições 2008:

- Eleição é apenas o dia marcado / Pra esse povo abestalhado/ escolher a marca da vaselina/ com a qual vai ser enrabado.

Profundo. Quer dizer, melhor não…

Hoje só amanhã! Depois vocês pensam na marca da vaselina! Por enquanto vamos nos deliciar com mais pérolas do Macaco Simão:

- Eleição em São Paulo está parecendo o seriado Chaves: Seu Barriga x a Bruxa do 71!

- O Gabeira vai governar BASEADO em quê? E avisa pro Paes que não é FUMO. É fomos.

- E o babado do checão? Aquele cheque enorme que apareceu nas fotos. Checão que o Serra e o Kassab deram pro metrô. Para escorar o metrô. Aquele metrô só desaba. Checão pra escorar o metrô. E o blogdobonitão mostra o que o Kassab escreveu no checão: nominal à minha esposa. Rarará! A Marta quer que ele seja CASADO OU CASSADO!?

- Em Ponta Grossa, no Paraná, tem uma lanchonete chamada Bibas. BIBAS DE PONTA GROSSA! Rarará! Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil

- Se o real desvalorizar mais, vão ter que trocar o bicho das cédulas: javali! JÁ VALI!

- “Marta barrada no CEU”! Ninguém manda casar com argentino. É pecado mortal! É que ela foi visitar o CEU de Vila Formosa, e a prefeitura não liberou a entrada. Eu acho que o Kassab falou: “Ela foi barrada no céu, mas tô liberando passe livre pro inferno”. Bilhete Único pro inferno. E o Kassab que inaugura puxadinho dizendo que é hospital? PUXADINHO DO KAXAB!

- A greve tá mais feia que o Serra!

- O presidente do FMI investigado por escândalo sexual com funcionária húngara. E como é o nome dela? PYROSKA! Pyroska Nagy. Por isso que a gente tá nessa crise: o FMI tá enrolado numa piroska! E FMI em inglês é IMF. International Mother Fuckers!

- Ainda bem que o Garotinho não fuma maconha. Porque dá larica e ele ia comer a Rosinha!

- Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. “Comprometeu” = garota de programa.

Parte 2

Musiquinha do Kassab [encontrada no orkut, desconheço a autoria]:

O trânsito tá ruim
Todo dia paradão
Enquanto o Kassab
Só dá ré no minhocão!

Toc toc toc
Bate na madeira!
Kassab com mulher
Nem de brincadeira!

Kassab que vergonha
Não tem creche pra criança
Você não faz nenhuma
Então pega na minha e balança!

Toc toc toc
Bate na madeira!
Kassab com mulher
Nem de brincadeira!

Kassab teu marido
É o tal do Rodrigão
Tu não encara uma buceta
nem pra ganhar eleição!

Toc toc toc
Bate na madeira!
Kassab com mulher
Nem de brincadeira!

Parte 3

Se o Kassab e o Gabeira ganharem, vai rolar parada gay na Dutra!

Bom-humor é apartidário e faz bem a todos.  =]

Créditos: José Simão, colunista da Folha de S. Paulo.

Eleições 2008 e a luta da Direita

Eleições 2008 e a luta da Direita

Nesta semana, dois importantes candidatos à prefeitura de São Paulo realizaram palestras junto à Universidade Presbiteriana Mackenzie. A primeira palestra restou comprometida devido ao uso constante de gramática rudimentar e ofensas à pobre coitada da norma culta. Quem é ele? Geraldo Alckmin, sim!

O candidato tucano escorregou feio no uso da devida concordância verbal, além de pecar quanto ao conteúdo da palestra, passando a maior parte do tempo expondo índices e números acerca da cidade de São Paulo, em vez de apresentar suas propostas como candidato à prefeitura.
Poxa, Alckmin! E agora?! Como os militantes da juventude tucana irão fazer para se divertirem em seus vastos tempos ociosos? Dessa forma você os deixou sem moral para zombarem dos escorregões gramaticais cometidos pelo Presidente da República. E olha que ele nem tinha diploma, já você…

Para tentar salvar a noite, surge, então, o segundo palestrante. Após observar disparos violentos à norma culta, nada como um candidato dotado de uma excelente dicção para confirmar que a Direita nunca esteve tão bem representada em São Paulo.

Ao menos a segunda palestra foi mais engraçada. Ouvir “Eu criei trexentos mil e seixentos e xeis postos de xaúde!”, bem como ver “Isenção do ISS” virar “Injenxão do I-Exe-Exe”, é garantia de deliciosas risadas. Gente, viva o Kaxab! Com aquela língua presa e suas bochechas enormes, o Kiko convenceria bem mais em shows de stand-up do que como candidato à reeleição.

As pessoas responsáveis pela campanha eleitoral do candidato do DEM, Gilberto Kassab, realizaram um bom trabalho, confesso. A propaganda eleitoral está muito melhor do que o esperado e foi surpreendente vê-lo empatado com o candidato tucano nas pesquisas. Podemos dizer que a propaganda segue muito bem, até o momento em que o locutor pára de falar e então, o “Kaxab” aparece com seus malditos “trexentos mil e seixentos e xeis postos de xaúde”.

Não obstante a língua presa, as bochechas inchadas, a cara de bobo e a afetação homossexual moralista do atual Prefeito, a situação torna-se ainda mais cômica quando se inicia o que o nobre Paulo Maluf (PP) chamou carinhosamente de “briga de comadres”: Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) trocam bofetadas e travam, cá entre nós, uma briguinha muito chocha às vésperas da eleição.
Geraldo Alckmin alfineta seu adversário, apontando que este estaria minando o partido que o levou ao poder. Lembrando que Kassab só chegou ao poder quando da renúncia do então prefeito tucano José Serra em 2006.
Pois é, ninguém mandou o referido candidato tucano escolher mal o vice, muito menos abandonar a prefeitura para disputar o Governo do Estado. Relaxa e goza, PSDB.

P.S: Cumpre-se necessário informar que o escopo do presente texto não é denegrir ou desqualificar os candidatos em questão, tudo não passa de uma brincadeira com aspectos superficiais porém cômicos.

Não acredito que erros gramaticais ou ter uma dicção comprometida sejam aspectos para desqualificar um político, seja ele o Kassab ou o Lula. Certo? =P

P.S²: Eu não sou Petista.

Jeitinho Brasileiro

Jeitinho Brasileiro

Poucas coisas me tiram tanto do sério quanto essa eterna mania de falar em terceira pessoa, sobretudo para se referir aos próprios semelhantes. Constantemente ouço frases disparadas pelos meus colegas estudantes de Direito e/ou advogados que começam com: “O povo brasileiro é…”

No lugar das reticências acrescente qualquer adjetivo pejorativo que, obviamente, o interlocutor não se considera parte.

Às vezes eu penso em perguntar se o nobre advogado e/ou estudante de Direito não se considera parte do povo brasileiro apenas por ter nascido rico.

Mas essa frase também é constantemente encontrada junto às comunidades do Orkut onde você pode vislumbrar aquela enorme massa da classe média cuspindo comentários pseudo-intelectuais e menosprezando o que eles chamam de “maldita inclusão digital”.

A questão é que todas essas pessoas adoram rebaixar o que elas chamam de “povo brasileiro”, fazendo críticas duras, quase sempre superficiais e exageradas, com um tom extremamente arrogante e prepotente, como se realmente não fizessem parte do que criticam.
Nós somos o povo brasileiro. Ponto. Se nosso país encontra-se perdido no caos, alguma culpa você tem. Seja por lhe dar causa e/ou por ser conivente com ele. Deixando claro esse primeiro aspecto, vamos agora repudiar a máxima da escória brasileira: o tão famoso “jeitinho brasileiro”.
Enoja-me a atitude de muitos dos meus compatriotas que insistem em sempre tentar tirar vantagem em tudo.

Ademais, valores triviais como o esforço e a garra são substituídos por conceitos deturpados e asquerosos de que o “mundo é dos espertos” e de que se algo não der certo por meio do seu esforço, você pode dar um “jeitinho” de burlar as regras e se dar bem. Então para que se esforçar, não é mesmo?

Qual é o nosso problema de entender e cumprir regras? O que eu tenho de melhor ou mais importante em relação ao próximo que faz com que as regras sejam apenas aplicáveis a ele, não a mim? Por que o nepotismo no Brasil parece ser um problema interminável?

Em boa parte dos países da Europa, qualquer cidadão entenderia o porquê não podemos misturar relações familiares com relações profissionais no âmbito público. Já aqui no Brasil, apesar das inúmeras tentativas frustradas de coibir a prática do nepotismo, o brasileiro insiste em tentar dar um jeitinho.
À medida que uma regra é criada, uma série de artifícios para burlá-la é descoberta. Por exemplo, a chamada contratação cruzada:

Já que você não pode mais contratar seus próprios parentes para trabalhar com você em repartições públicas, você então contrata os parentes do seu colega e este, por sua vez, contrata os seus parentes.

O que será que é preciso para essas criaturas entenderem que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa? A meu ver, é uma carência na faculdade da percepção do óbvio. Além de muita, mas muita má-fé.
Outro exemplo que eu adoro citar são as filas. Que nós brasileiros adoramos filas isso todo mundo já sabe, a questão é que mais do que adorar filas nós adoramos furá-las.
Simplesmente porque achamos que a nossa pressa é superior a pressa de todos aqueles que estão à nossa frente, ou porque achamos que somos mais importantes que os reles mortais que estão na fila ou simplesmente porque gostamos de dar uma de esperto.
Somos educados para sempre tentar tirar vantagem em tudo, somos educados ouvindo um monte de baboseira que nos contaram sobre o nosso país.
Que uma mentirinha não tem problema, que o bonzinho sempre se dá mal, que os políticos nunca prestam, que aquele que não tem diploma não pode ser presidente [uma população de analfabetos tem muita moral para falar alguma coisa], “quem rouba, mas faz” ainda é candidato, “relaxa e goza” é manchete mas “estupra mas não mata” já foi até esquecido…
Depois disso só nos resta reclamar do “Povo Brasileiro”, usando a terceira pessoa, claro, para assim tentar disfarçar o hábito brasileiro de sempre usar a primeira pessoa quando se trata de interesses conflitantes. O Brasil é um grande umbigo.

Nota: Existe uma Súmula do STF, a Súmula Vinculante 13, que trata a respeito da proibição do nepotismo nos três poderes. Quem se interessar =]